quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nas margens da história: meio ambiente e ruralidade em comunidades "ribeirinhas" do Pantanal Norte

Ana Carolina da Silva Borges






Sobre a obra


Nas Margens da História discute e analisa a relação dinâmica que se estabeleceu entre os ribeirinhos e a sociedade mato-grossense e a natureza, na região do Pantanal Norte, no período compreendido entre 1870 e1930. Um longo e lento processo de degradação de rios e matas, fruto das relações de troca e comércio potencializadas por um mercado mundial em expansão acabou alterando significativamente a paisagem pantaneira. Entretanto, a obra procura mostrar que mesmo diante desse mercado mundial e seu séquito de valores, normas e preceitos considerados modernos e civilizados, o cotidiano dos ribeirinhos não sucumbiu a essa pressão externa.


Sobre a autora

Ana Carolina da Silva Borges nasceu em Cuiabá, 1982. Possui graduação em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (2001-2005).Foi bolsista de iniciação científica durante três anos no Núcleo de EstudosRurais e Urbanos (NERU) da UFMT (2002-2005), onde desenvolveu pesquisas em comunidades de agricultores do Pantanal Norte, sob orientação da Prof.ª Drª. Sueli Pereira Castro. Fez mestrado em História na mesma universidade, sob orientação do Prof.º Dr. Oswaldo Machado Filho (2006-2008). Publicou resumos, resumos expandidos e artigos em vários congressos regionais, nacionais e internacionais, além de capítulos de livros em coletâneas. Atua nos seguintes temas: relação sociedade e natureza; história agrária; comunidades ribeirinhas.



FICHA

Autora: Ana Carolina da Silva Borges
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-8009-011-6 (Carlini & Caniato) 978-978-85-327-0349-1 (EdUFMT)
Tamanho: 15,8 x 22,8 cm
Nº de páginas: 240
Gênero: História/ Sociologia
Editoras: Carlini & Caniato Editorial/EdUFMT
Preço: R$ 34,00


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Biologia no cotidiano doméstico: abordagens voltadas à educação básica.

Edna Lopes Hardoim - Edward Bertholine de Castro - Lúrnio Antônio Dias Ferreira- Rosina Djunko Miyazaki e Maria Saleti Ferraz Dias Ferreira





Sobre a obra

Voltada aos professores da Educação Básica, a obra tem por objetivo apresentaraos professores e alunos conteúdos que possam contribuir para aconstrução conjunta do conhecimento da Biologia. Neste caso, porém, a forma escolhida para apresentação traz outra roupagem e abordagem: o lúdico que, certamente, facilitará os procedimentos pedagógicos e potencializará a construção e formação de saberes. A obra faz uso de exemplos,para explicar fenômenos naturais, e ainda, utiliza vários aspectos de uma casa, como cenário para as reflexões pretendidas acerca dos fenômenos estudados.

Sobre os organizadores

Edna Lopes Hardoim e Lúrnio Antônio Dias Ferreira são professores dodepatartamento de Botânica e Ecologia do Instituto de Biociências daUFMT; Edward Bertholine de Castro e Rosina Djunko Miyazaki são profesoresdo departamento de Biologia e Zoologia do Instituto de Biociênciasda UFMT; Maria Saleti Ferraz Dias Ferreira é Coordenadora de Ensino deGraduação/Proeg-UFMT.



FICHA

Organizadores: Edna Lopes Hardoim - EdwardBertholine de Castro - Lúrnio Antônio Dias Ferreira- Rosina Djunko Miyazaki e Maria Saleti Ferraz Dias Ferreira
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-8009-005-5
Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Nº de páginas: 80
Gênero: Educação / Biologia
Editora: Carlini & Caniato Editorial
Preço: sob consulta



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Remedeia Com Que Tem

Milton Pereira de Pinho (Guapo)




Sobre a obra

Esta obra é uma pesquisa de 40 anos do cantor e compositor Milton P.Pinho (Guapo) que buscou e levantou toda geologia e antropologia damúsica mato-grossense de raiz e também das infl luências acontecidas noprocesso histórico.Em sua visão divisionária em “Autóctone”, “Platina” e “Infl uência de OutrosEstados”, o autor apresenta um quadro panorâmico do mosaico dacultura musical de Mato Grosso, a qual se formou nos quase 300 anosde história. Por outro lado, traz também a origem e o desenvolvimentohistórico de cada corrente das grandes expressão musicais como o Jazz,Tango, Rock, Bossa Nova, Hip Hop, Música Sertaneja, entre outras tambémpresentes no desenvolvimento musical atual, com seus respectivosrepresentates.A publicação traz ainda biografi as de notáveis compositores que moldarama trilha musical na formação do Estado, bem como de pequenos musicosque passaram pela história com seu humilde trabalho, e que hojepraticamente estão esquecidos.Um livro pra se conhecer e entender a cultura musical mato-grossense.

Sobre o autor

Milton Pereira de Pinho (Guapo) nasceu em Cáceres – MT. É cantor,compositor, pesquisador, produtor, diretor musical e consultor técnicode cultura. Foi o primeiro músico mato-grossense a representar o Estadono evento “Mato Grosso State Cultural” realizado em novembro-2005 emWashington-DC com o show-recital: Searching For The Lost River, fechando a quinzena cultural de Mato Grosso nos Estados Unidos.




FICHA

Autor: Milton Pereira de Pinho(Guapo)
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-910555-0-0
Tamanho: 17 x 24 cm
Nº de páginas: 192
Gênero: História da Música
Editora: Carlini & Caniato Editorial
Preço: R$ 45,00




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Em busca do país do ouro: sonhos & itinerários

Sirlei Silveira






Sobre a obra


Em Busca do País do Ouro recupera, a partir de pesquisa bibliográfica e documental no campo da Antropologia, da Literatura, da Filosofia, da História e da Sociologia, os sonhos e as agruras que projetaram os homens do Mediterrâneo cristão para fora de seus muros, no período compreendido entre o século XV e XVI desta era. A obra parte da premissa de que as maravilhas que povoavam a mentalidade do homem medieval constituíram-se em importante atrativo para a exploração de outras terras e gentes, especialmente no continente nomeado América e identificado como um mundo novo. A expansão ibérica nessas terras – sobremaneira a espanhola – esteve embebida do maravilhoso. A esperança de um retorno à Idade do Ouro, sem excluir a cobiça e a ambição, determinou a invenção da América, para onde migrou um sem-número de mirabilia, que combinava monstros, amazonas e muitas outras criaturas fantásticas, vivendo em locais de riquezas incomensuráveis.

Sobre a autora

Sirlei Silveira nasceu em Minas Gerais, em 1956. Licenciada em Pedagogia e em Estudos Sociais, realizou especialização em História e Historiografia na Universidade Federal de Mato Grosso, mestrado e doutorado em Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Trabalhou no ensino fundamental e médio e, também, na área técnico-científica em instituições públicas e privadas. Integra, desde 1992, o quadro de professores do Departamento de Sociologia e Ciência Política/ICHS/UFMT, com atuação nos cursos de graduação e, mais recentemente, no Programa de Pós-Graduação – Mestrado - em Estudos de Linguagem/IL/UFMT. É autora do livro O Brasil de Mário de Andrade, publicado pela Editora UFMS, e de artigos para circulação em periódicos nacionais e estrangeiros.




FICHA

Autora: Sirlei Silveira
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-99146-72-9
Tamanho: 15,8 x 22,8 cm
Nº. de páginas: 176
Gênero: História/Sociologia
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 38,00


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Manuel de Barros - O Demiurgo das Terras Encharcadas

Cristina Campos





Sobre a obra

O livro é fruto de tese de doutorado, na Usp, defendida em 2007. Apresenta uma leitura das imagens simbólicas presentes na obra do poeta Manoel de Barros e sua ancoragem mítica, exercitando o “abraço solidário” proposto por Edgar Morin, ou seja, uma bricolagem teórica, num exercício transdisciplinar, destacando-se a Antropologia do Imaginário, do francês Gilbert Durand, e o pensamento complexo, de Edgar Morin.
No capítulo final considerações acerca da Educação, sugerem algumas técnicas para que o leigo (ou neófito) seja iniciado na obra de Manoel de Barros.

Sobre a autora

Cristina Campos é graduada em Letras e mestra em Educação, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT, 1983; 1997); e doutora em Educação, pela Universidade de São Paulo (USP, 2007). Leciona Língua Portuguesa e Literatura no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso – Campus Cuiabá. Publicou o livro Pantanal Mato-grossense: o Semantismo das Águas Profundas (Entrelinhas, 2004); e Conferência no Cerrado (Tanta Tinta, 2008). É produtora da publicação literativa Dazibao, fruto de um projeto que estimula a criação literária a partir de laboratórios vivenciais, realizado com professores e alunos do IFMT – Campus Cuiabá e outras instituições educacionais; é revisora e organizadora de diversas publicações.



FICHA

Autora: Cristina Campos
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-8009-008-6
Tamanho: 15,8 x 22,8 cm
Nº. de páginas: 320
Gênero: Dissertação
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 40,00



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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Feira do Livro do Pólo Cultural Sudeste

Participação da Tantatinta | Carlini E Caniato na Feira do Livro realizada em Alto Araguaia nos dias 1, 2, 3 e 4 de setembro de 2010.

Café literário, performances, declamação, concurso literário, contação de histórias e muito mais ações de incentivo a leitura e amor ao livro.

Confiram!
















sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Romulo Nétto - Sete livros de uma só vez

Mais que um texto regional, os livros de Rômulo Nétto são frutos de sua descendência mineira. Mesmo quando coloca os personagens em outros territórios, cada um deles não deixa de carregar marcada e pegajosa mineirice. Como o próprio autor diz: “ser mineiro é antes de tudo um estado de espírito”,revisitando nestas palavras antigos contadores de causos, gente simples do povo e grandes escritores brasileiros.



Bom-dia, Senhor Presidente







Sobre a obra

Neste livro o autor nos põe em contato com as agruras de uma família de retirantes que sai do Polígono das Secas, atravessa dois estados e chega numa imaginária cidade chamada Mimoso – a maior e mais industrializada do também imaginário Pirambeiras. São treze dias de viagem, com narração entre sofrimento e poesia. Para um dos membros da família de Donabrina o destino reservava futuro brilhante: a presidência da República. Após ser engraxate, metalúrgico, deputado federal, três vezes candidato a presidente derrotado em sucessivas eleições, finalmente realiza seu sonho: é eleito presidente. Começa o pesadelo da população. Toma medidas que afetam principalmente os aposentados do serviço público. Dá início a uma roubalheira nunca antes vista no cenário político de Pirambeiras. Finalmente por não desejar apear do poder torna-se ditador. Um dia, porém, tem uma recaída e se olhando no espelho exclama: Bom-dia, senhor presidente! Esta inverossímil história é narrada, de pai para filho, pelos cachorros da família – Os Juca.



FICHA

Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-99146-91-0
Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Nº. de páginas: 80
Gênero: Romance
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 22,90



Cidades, Ciudades






Sobre a obra

O autor faz uma viagem por cidades que jamais conheceu, a não ser através da história, dos livros, jornais e revistas. Quase sempre são poemas que denunciam abusos contra seus naturais. Da criança queimada com o napalm em Trangbang, dos desmandos políticos em Brasília, dos horrores de Auschwitz.-Birkenau, entre tantos outros acontecimentos históricos. É na verdade o passeio histórico em que o autor conhece apenas as cidades de Belo Horizonte, Brasília, Cidade do México e San Juan Teotihuacan, mas levado pelas asas da literatura jornalística ou não através do mundo.



FICHA

Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-99146-92-7
Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Nº. de páginas: 128
Gênero: Contos
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 24,90



Os Deserdados da Sorte






Sobre a obra

Neste livro de poema dividido em três partes sendo que na primeira encontramos um texto sobre a vida e a morte de um rio. Ao tempo em que revela a dor da perda irreparável, da agonia do rio, vai desnudando o percurso de uma geração em seu convívio com as águas e a lida diária com a paisagem. A destruição do rio é ouvida por meio dos sussurros do vento, do silêncio respeitoso do sabiá-laranjeira, dos gestos aflitos daqueles que ainda dele — cada dia menos — retiram pequenas migalhas para sobrevivência. Na segunda apresenta um sobrevivente de um mundo desprovido de sonhos. Mas, mesmo assim, sonha e se define réu confesso de crimes que nunca cometeu. Sujeito definitivo ator de uma história complexa, viva e presente. Aqui, o autor apresenta um personagem sem face, moldado um pouco à sua imagem e semelhança. Mais. As venturas e desventuras deste ser que convive com um cenário mutante entre criador e criatura. Por fim surge Filisberto das Âncoras, personagem de Um chão de quase coisas, um deserdado da sorte. Herdeiro de um pedaço de chão seco e sem riacho. Visualizamos, neste livro três, a relação íntima entre conteúdo e expressão. Homem e a paisagem se imbricam numa intimidade entre eles e a própria lei da vida. Com contornos firmemente delineados a figura de Felisberto das Âncoras capta as dores, os desejos, sua humanidade, em suma com grande singularidade, o autor vai construindo o personagem, não sem apresentá-lo com cores vivas, inserido em uma paisagem árida e tosca. Por meio deste ator, expressa a miséria e a solidão. Enfatizando as emoções, sentimentos e sensibilidade, Rômulo destampa aos nossos olhos, com acurada sagacidade, a natureza e o ser humano.



FICHA

Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-99146-94-1
Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Nº. de páginas: 168
Gênero: Romance
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 26,90



Tarenço, o Capanga de Lata






Sobre a obra

Tarenço como outros livros do autor são livros que podem ser lidos como contos. Entretanto há uma tênue linha que separa cada conto-capítulo. O leitor mais atento captará o elo assim que adentrar no segundo capítulo. Quem aparentemente seria o vilão de toda a trama acaba sendo o beneficiado. Belarmino B. – no dizer da meninada interiorana de Paracatu – era um verdadeiro pastor das moças, guarda-cabaços. Vivia protegendo a filha do patrão para que os marmanjos não a possuíssem. Repentino surge um mais esperto e descabaça a mocinha. Por sua vez Belarmino B., nutre paixão angustiante pela mulher do patrão sem nada conseguir. Até que um dia, bem isto quem ler o livro verá...



FICHA

Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-99146-93-4
Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Nº. de páginas: 88
Gênero: Romance
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 23,60



Tatão Malemais, o Capador de Anjos






Sobre a obra

Tatão Malemais, matuto mineiro que mora numa encantadora cidadezinha de Mato Grosso tem por predileção capar anjos e fritar seus testículos. Iguaria inimaginável segundo ele. Um dia acorda com um anel no dedo e ao esfregá-lo inicia uma série de viagens ao passado. Mirabolante história. Ao retornar ao presente encontra o caos. Os gananciosos produtores de soja, algodão, milho, girassol, aliados aos criadores de gado acabaram com o cerrado. Apenas seu pedaço de chão sobrevive tornando-se alvo de cobiça das multinacionais. Tatão Malemais luta contra tudo e contra todos até que um dia tem seu valor reconhecido.



FICHA


Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-99146-95-8
Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Nº. de páginas: 120
Gênero: Romance
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 26,90



Transitoriedades, Palavra






Sobre a obra

A mesma preocupação com o meio ambiente demonstrada em Os Deserdados da Sorte é reprisada em Transitoriedade, Palavra, embora o autor mescle o conteúdo com poemas de sua primeira fase poética, um romantismo leve, suave e contagiante. Ele parece buscar conversa com as bichos e árvores, num diálogo incomum, mas frutífero para sua imaginação criadora. Na segunda parte do livro o autor criou o personagem Palavra, um indígena do Alto Xingu que é sequestrado e levado para o Vale do Anhagabaú. Entretanto, menos de um ano depois de acabado o texto eis a surpresa: Palavra, existe. Trabalhando na Superintendência de Política Indígena, órgão da Casa Civil do Governo do Estado de Mato Grosso, conhece Manauaka Yawalapiti, a quem, segundo explicação do Cacique Aritana, desde criança chamavam de Palavra, pois era um índio falador.



FICHA

Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-99146-96-5
Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Nº. de páginas: 96
Gênero: Romance
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 23,90



O Infinito Desespero de Ementério






Sobre a obra

Ementério fez de tudo na vida até tornar-se assassino cruel. Por outro lado surge uma nesga de bondade em seu caráter. Começa aplicando em seus pagos a agricultura familiar atraindo a atenção de muitos seguidores que viam na prática a possibilidade de melhorar a vida. Depois vê seu povoado invadido por um pastor evangélico que deseja a todo custo escravizar o povo, cobrando dízimos altíssimos. Surge a inevitável luta entre os dois. Após criar a República Socialista de Porto Rico Ementério vê seu povo feliz, produzindo mais que o suficiente para o sustento da família. Mas ele vai aos poucos desfilando seus desesperos, um por um, até que diante do maior não encontra forças e...



FICHA

Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-8009-006-2
Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Nº. de páginas: 144
Gênero: Romance
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 28,60



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Contos do Japim

Ramon Franco





Sobre a obra


Os textos que formam o livro Contos do Japim podem ser interpretados como o esboço inicial de um trabalho literário. Após a vivência da infância, adolescência e algumas experimentações da vida adulta, me vi formado em Jornalismo e trabalhando diariamente com a notícia, com a reportagem e com as demais experiências proporcionadas pela atividade cotidiana de um repórter. A influência de autores da literatura policial, como o brasileiro Rubem Fonseca e os ingleses Conan Doyle e Agatha Christie, bem como o norte-americano Edgar Allan Poe, a técnica absorvida da crônica de Carlos Heitor Cony, o corte narrativo do norte-americano Ernest Hemingway, a fluência de Marcos Rey e Graham Greene, a inspiração em Gabriel Garcia Marquez e Orígenes Lessa me encorajaram a definir esta primeira etapa de vida literária como a fase japim. Todos os contos aqui redigidos tiveram e têm algo de japim, que é uma ave brasileira que, conforme a lenda indígena, aprende a cantar imitando o canto de outros pássaros, ao passo que também sabe imitar o canto de todas as outras aves. Este pássaro, segundo os índios, vive na companhia dos marimbondos e, coincidentemente, quando me descobri japim morava numa casa rodeada de casinhas de marimbondos. A associação foi de imediato e acredito me mantive nesta fase até 2007 e 2008.
As palavras que transformei em ficção imitando o estilo, o jeito e a maneira de outros escritores me encorajaram a partir para um estilo próprio, também foram essenciais para que eu reconhecesse as minhas fraquezas textuais e identificasse as travessias para o crescimento. Crescimento não apenas literário, mas, acima de tudo, humano. A literatura me deixou mais humano e esse fato me basta. Escrever faz parte da minha vida e para compor os textos de Contos do Japim recorri ao corrimão na escada literária de Marcos Rey, Orígenes Lessa, Machado de Assis, José Saramago, Ernest Hemingway e Guimarães Rosa, entre tantos outros mestres da literatura universal.

Sobre o autor

Ramon Barbosa Franco nasceu em 3 de junho de 1979 na cidade Paraguaçu Paulista - SP, é jornalista formado pela Universidade de Marília (Unimar). Está na imprensa desde os 16 anos, trabalha também como assessor de imprensa e arte-educador. Conquistou prêmios literários nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Entre eles o 3º lugar no V Concurso Municipal de Contos Prêmio Prefeitura de Niterói (2007), menção honrosa no concurso de contos, Tragédias Cariocas Hoje, da editora Nova Fronteira (2007) e um dos finalistas estaduais do Mapa Cultural Paulista (2009-2010), organizado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.



FICHA

Autor: Ramon Franco
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-8009-007-9
Tamanho: 15,8 x 22,8 cm
Nº. de páginas: 88
Gênero: Contos
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 23,00


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Situação da Saúde em Cuiabá

Ligia Regina de Oliveira
Marco Aurélio Bertúlio das Neves





Sobre a obra


A Secretaria de Saúde de Cuiabá disponibiliza a sociedade, profissionais de saúde, gestores e pesquisadores sua primeira publicação a respeito de um dos aspectos mais representativos na morbimortalidade na atualidade: as doenças e agravos não transmissíveis.
Esse estudo é resultado de uma análise empreendida a partir de dados e informações disponíveis nos Sistemas de Informações do Sistema Único de Saúde que são processados pela Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.

O objetivo é apresentar uma coletânea das principais informações referentes às doenças e agravos não transmissíveis, mostradas por meio de indicadores, sem a pretensão de uma análise/discussão mais profunda quanto aos seus determinantes.

Espera-se que esta publicação traga reflexões a respeito das possibilidades do uso dos diversos Sistemas de Informação, no sentido de servir de ponto de referência para futuras avaliações dos ganhos no que diz respeito à saúde da população e na qualidade da prestação de serviços.Nessa perspectiva, a obra pretende não apenas apresentar uma análise de situação de saúde, mas apontar para a importância da informação para a gestão e o controle social.

Ainda falta muito para termos uma análise completa da situação da saúde em Cuiabá. Esta publicação é apenas um começo!

Sobre os autores

Ligia Regina de Oliveira
Graduada em Enfermagem e Obstetrícia e Doutora em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Atua no campo da Saúde Coletiva desde 1984, exercendo diversas funções como profissional do Sistema de Saúde e, a partir de 1993, também como docente da Universidade Federal de Mato Grosso. Tem atuado notadamente na área de Epidemiologia, nas subáreas de Vigilância em Saúde, Sistemas de Informação, Análise de Situação de Saúde, Epidemiologia em Serviços de Saúde, entre outros. Exerceu cargos de direção em vários setores na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e na Secretaria de Estado da Saúde, além da direção do Departamento de Saúde Coletiva do Instituto de Saúde Coletiva/Universidade Federal de Mato Grosso. Atualmente é professora efetiva do Instituto de Saúde Coletiva/Universidade Federal de Mato Grosso exercendo atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Marco Aurélio Bertúlio das Neves
É Engenheiro Sanitarista, de Segurança do Trabalho e Mestre em Saúde e Ambiente. Tem atuado no Sistema de Saúde de Mato Grosso desde 1987 trabalhando nas áreas de Planejamento e Gestão em Saúde, Vigilância em Saúde, Avaliação de Programas e Serviços de Saúde e na Análise da Situação de Saúde. Respondeu pela Vigilância Sanitária, Saúde do Trabalhador, Saúde Ambiental e pela área de Informação em Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Mato Grosso e pelas Coordenadorias técnicas de dois Distritos Sanitários em Cuiabá. No último ano respondeu pela Atenção Básica do mesmo município. Atuou também como docente em cursos Lato-Sensu nas áreas de Saúde Coletiva, Saúde da Família, Planejamento, MBA em Administração Hospitalar e em Segurança do Trabalho no Instituto Brasileiro de Pós Graduação (IBEPX) e na Universidade de Cuiabá (UNIC). Atualmente é docente do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).



FICHA

Autores: Ligia Regina de Oliveira
Marco Aurélio Bertúlio das Neves

Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-99146-98-9
Tamanho: 21 x 28 cm
Nº. de páginas: 48
Gênero: Saúde
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 20,00



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Presta Sentido e Põe Reparo

Letícia Lobo





Sobre a obra


Presta Sentido e Põe Reparo é um livro escrito por Letícia Lobo como amor às coisas de sua infância, sua gente, sua terra e coisas que a rodearam naquele mundo infantil, cor-de-rosa, tomado por plantas e frutas. Ela escreveu, de maneira carinhosa, sobre as coisas ligadas ao seu passado que, de sorte, é o gostoso ontem de todos nós, desta terra do Pantanal. Filha de José Lobo (autor de Lugar e Tempo), não poderia ser outra sua postura com o público leitor, no resguardo do registro de fatos, para, então, sabermos desse ontem. Conheci Calu Bernaz e Adiles Ribeiro Antunes. Estavam bem pertinho de mim. Elas reinavam em seus tronos no Cerrado, cada qual com sua personalidade típica, lá no oco do mundo, no cu do Judas. Deixaram registro de suas passagens por este mundo.

Através de uma linguagem suave, Letícia nos faz deleitar nestas páginas, atentos ao significado das expressões de época. Sendo ou não um caboclo do Pantanal, como eu, vale a pena se debruçar sobre esta obra e (re)descobrir o nosso mundinho.

Boa Leitura! E Presta Sentido e Põe Reparo...

Amadeu de Melo

Sobre a autora

Eu, Letícia Thommen Lobo Paes de Barros, nasci em 8 de março de 1958 (hoje, Dia Internacional da Mulher), em Cuiabá-MT, num sábado, após Ana, minha mãe, voltar dos comes-e-bebes da festa de casamento de Tita e Zé Ubirajara, este, filho de minha madrinha Carmina, irmã de minha avó paterna, Vó Gusta. Meu nome não foi escolhido assim, numa lista, como de praxe. Acontece que, na ocasião do parto, na maternidade, não havia um médico naquele horário de fim de manhã e início de tarde de sábado. Meu pai fez o parto, juntamente com uma enfermeira. Ao nascer, fui colocada em uma bandeja, olhei todo o derredor meio que assombrada com o lugar, dei uma risada (bem dura!) e coloquei o dedão na boca, acalmando-me novamente. Assim, não chorei, e ri! Meu pai aceitou o fato e me colocou o nome de Letícia, do latim Lætitia (Alegria)!

Minha profissão de engenheira agrônoma é influenciada pelo mestrado em Ecologia e Conservação da Biodiversidade, por isso lido com as Ciências da Terra. Arrisco-me no mundo da Literatura, apesar de a Agronomia ainda nortear o rumo que sigo como autônoma. Os escritos do Presta Sentido e Põe Reparo resgatam parte da memória de meu passado, principalmente da vida pacata de Cuiabá, que conheci quando criança, antes dos anos sessenta do século passado.



FICHA

Autora: Letícia Lobo
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-8009-004-8
Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Nº. de páginas: 176
Gênero: Contos
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 32,00



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terça-feira, 30 de março de 2010

Leitura e Literatura Infanto-juvenil - Redes de Sentido

Rosemar Coenga





Sobre a obra


Segundo Davi Arrigucci Jr., “a leitura nos leva para o espaço e o tempo sensíveis ao coração, o que é, para não dizer mais, uma forma de felicidade”. Cada vez mais consciente de que ser leitor é possibilidade de construção de um ser humano melhor, mais crítico, mais sensível, alguém capaz de se colocar no lugar do outro, alguém mais imaginativo e sonhador. Por isso, reuni nesta coletânea artigos de pesquisadores de diversas instituições, preocupados com a questão da pesquisa em leitura, formação do leitor e a literatura infantil e juvenil na perspectiva da teoria, da história e da crítica.

A obra Leitura e Literatura Infanto-Juvenil: redes de sentido é o resultado desse entusiasmo acadêmico permeado de um quadro rico de reflexões teóricas, alargando esse universo instigante que é a leitura e a literatura infantil e juvenil.

Assim, este livro conduz o leitor, pelos caminhos da crítica, a conhecer obras de alta qualidade estética e autores expressivos da literatura infantil brasileira e, ainda, discussões em torno das práticas de leitura e a formação do leitor.

Sobre o autor

Rosemar Coenga. Graduado em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso, especialista em Ensino-Aprendizagem de Língua Estrangeira e mestre em Educação, também pela mesma instituição. Atualmente é doutorando em Teoria Literária e Literaturas pela Universidade de Brasília (UnB), na linha de pesquisa Recepção e Práticas de Leitura. Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Leitura e Letramento (GEPPLL), da UFMT. Autor do livro Nos labirintos da memória e outros artigos.

Atua em cursos de graduação e especialização em Letras e Pedagogia. Trabalha como professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino Médio. Escreve crítica literária para crianças e jovens no Jornal Circuito Mato Grosso e se dedica à pesquisa na área de leitura, literatura infanto-juvenil, letramento literário e formação do leitor, memória e autobiografia.



FICHA

Autor: Rosemar Coenga
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-99146-87-3
Tamanho: 15,8 x 22,8 cm
Nº. de páginas: 383
Gênero: Fotografia
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 40,00



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Poconé - Terra de um Povo Pantaneiro

Marcos Bergamasco






Sobre a obra

Cada fotógrafo possui um feeling especial através do qual se singulariza, manifestando seu potencial criativo ao retratar paisagens, objetos, pessoas...

O talento de Bergamasco se sobressai na difícil captura do que poderia se denominar “espírito do instante”, revelando-o pictograficamente.

Sobre o autor


Marcos Bergamasco começou a trabalhar como repórter fotográfico em Maringá-PR, em 1985, no jornal Diário do Norte do Paraná. Trabalhou na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Maringá, durante quatro anos. Em 1987, transferiu-se para Cuiabá-MT, onde trabalhou no Diário de Cuiabá por três anos.

Em 1994, foi convidado a montar a equipe do jornal Folha do Estado, também em Cuiabá, onde trabalhou durante sete anos como editor, tornando-se o primeiro editor de fotografias de Mato Grosso. Em 2003, integrou a equipe da Secretaria de Estado de Comunicação Social de Mato Grosso (Secom-MT) durante quatro anos. Ingressou no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em 2007, e, desde janeiro de 2008, trabalha no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

Em 2001, montou a Agência Phocus, a primeira agência de fotografias do Estado de Mato Grosso. É fotógrafo da agência Folhapress desde 2002.



FICHA


Autor: Marcos Bergamasco
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-99146-88-0
Tamanho: 24 x 17 cm
Nº. de páginas: 96
Gênero: Fotografia
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 40,00



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Tempestade no Cerrado

Anton Huber





Sobre a obra


Tempestade no Cerrado traz o relato autobiográfico de um trecho da intensa e fascinante vida do suíço Anton Huber, um dos fundadores da cidade de Lucas do Rio Verde-MT. Mostra, com riqueza de detalhes e provas documentais, os deslocamentos, as dificuldades, a tenacidade e a coragem de desbravadores que, em pleno século XX, vivenciaram uma autêntica saga, típica de narrativas lendárias.

Esta obra é uma peça importante, que auxilia a historiografia a compor o quebra-cabeças da recente história da ocupação do norte do Estado de Mato Grosso; nela, a voz de um grupo se materializa na boca de um pioneiro – com sotaque estrangeiro mantido ligeiramente de propósito, conferindo autenticidade à narrativa.

O título metaforicamente remete tanto à dor da natureza sacrificada em prol de uma política de (des)envolvimento do Governo Federal, bem como à dor de inúmeras famílias que deixaram a vida que tinham para trás e enfrentaram uma série de dificuldades, perseguindo o “ouro verde” do novo Eldorado.

Sobre o autor

Anton Huber nasceu em 1933, como primogênito de um pequeno agricultor suíço. Fez o curso ginasial na escola cantonal da região. Em 1951, sua família de 11 membros imigrou para o Brasil. Trabalhou como agricultor em Itapetininga-SP, na propriedade de seu pai.

Convencido da importânica do solidarismo, filiou-se a cooperativas rurais. Em 1965, já casado, transferiu-se para Paranapanema, onde ingressou na Cooperativa de Colonização Holambra, como produtor rural. Lá, dedicou-se ao associativismo, participando ativamente dos assuntos funcionais e culturais da comunidade. Naturalizou-se brasileiro. Como já havia feito em Itapetininga, fundou um coral polifônico misto, ensaiando-o em suas horas vagas e atuando como regente em suas apresentações, até concluir 25 anos de prática regencial. Sua atividade agrícola teve grande expansão produtiva, em meio a altos e baixos. Ligou-se a um grupo de agricultores que pretendia criar um projeto de colonização em Mato Grosso.

Em 1981, foi eleito presidente da Cooperlucas e, em 1982, participou ativamente da fundação de Lucas do Rio Verde. Em 1989, as cooperativas de Mato Grosso confiaram-lhe a direção da Organização das Cooperativas (Ocemat), em Cuiabá-MT. Presidiu a entidade por 10 anos. Defendeu, especialmente, os seguimentos de trabalho e de crédito tanto rurais como urbanos, além de todo o cooperativismo. Como representante de Mato Grosso, foi eleito vice-presidente da OCB nacional, em Brasília. Na ausência do titular, ficou por alguns dias no cargo da presidência.



FICHA

Autor: Anton Huber
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-99146-79-8
Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Nº. de páginas: 368
Gênero: História / Narrativas pessoais
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 38,00



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O Homem Algodão

Anna Maria Ribeiro F. Moreira da Costa





Sobre a obra

A contribuição da obra, extrapolando o recorte analítico, oferece aos não índios um conjunto de conhecimentos e saberes indígenas que, certamente, lhes servirão de parâmetro para um repensar da vivência do homem “branco” em sua relação com a natureza, com os outros homens e com o sobrenatural, pois os valores emanados da vivência Nambiquara apontam para os principais dilemas da sociedade Ocidental.


Sobre a autora

Doutora em História pela Universidade Federal de Pernambuco, Mestra em História pela Universidade Federal de Mato Grosso, Graduada em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e Pesquisadora da Fundação Nacional do Índio.

É contratada pela Fundação Nacional do Índio, em 1982, quando deixa sua cidade natal, Rio de Janeiro, e chega às aldeias dos índios Nambiquara do Cerrado, em Mato Grosso, com o objetivo de implantar um Programa de Educação Escolar Indígena. Nessas terras permanece até 1988.

Como Pesquisadora da FUNAI, agora na Paraíba, de 1988 a 1989, convive com os índios Potiguara para estudar sua cultura material e imaterial. Transfere-se para Cuiabá onde passa a realizar pesquisas etno-históricas para a Advocacia Geral da União direcionadas à defesa dos territórios indígenas em Mato Grosso e a trabalhar no Acervo Etnográfico e Documental da instituição.

Entre os estudos publicados encontram-se: Potiguara – cultura material, em co-autoria com José Eduardo F. M. Costa (1989), A flauta sagrada e A menina-moça: ritual Nambiquara de puberdade feminina (1991), roteiro para o filme A flauta sagrada (1992), Nambiquara, os do cerrado: cultura material (1993), Senhores da memória: uma história do Nambiquara do Cerrado (2002), Hatisu Nambiquara: lembranças que viraram histórias (2005), Um olhar sobre a mulher Nambiquara, em co-autoria com José Eduardo F. M. da Costa (2007), Além do artefato: cultura material e imaterial Nambiquara (2009).



FICHA

Autor: Anna Maria Ribeiro F. Moreira da Costa
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2009
ISBN: 978-85-327-0321-7 EdUFMT
978-85-99146-71-2 Carlini & Caniato

Tamanho: 17 x 24 cm
Nº. de páginas: 424
Gênero: Antropologia e Cultura Indígena
Editora: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 40,00


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Cor do texto

quinta-feira, 25 de março de 2010

Editora inscreve ‘As jagunças’ no Prêmio São Paulo

Narrativa de Romulo Nétto, que integra a ‘Trilogia dos Gerais’, publicado pela Carlini & Caniato disputa a 3ª edição de um dos principais prêmios editoriais do Brasil




Com uma trajetória literária que chega aos 30 anos em 2010 e dono de um estilo textual forte, o escritor Romulo Nétto, mineiro radicado em Cuiabá, é um dos representantes da literatura de Mato Grosso no Prêmio São Paulo de Literatura. A editora Carlini & Caniato, responsável pela publicação em 2009 da ‘Trilogia dos Gerais’, inscreveu ‘As jagunças’ nesta terceira edição do concurso. Organizado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, o Prêmio São Paulo de Literatura já contemplou nas duas edições anteriores grandes nomes da literatura brasileira, entre eles Ronaldo Correia de Brito, de ‘Galiléia’, e Cristóvão Tezza, autor de ‘O Filho Eterno’. A cada edição a Secretaria de Estado da Cultura contempla um autor estreante e o melhor livro de ficção do ano.

“Participar de um prêmio de grande envergadura, como o São Paulo de Literatura, é um estímulo tremendo. Consiste numa oportunidade de apresentar seu trabalho para um novo público, além de ter a certeza de uma análise construtiva da literatura que vive dentro do autor”, analisou. Para 2010 a Carlini & Caniato irá publicar seis livros de Nétto, entre eles ‘Tatão Malemais, o capador de anjos’. Além de ‘As jagunças’, a ‘Trilogia dos Gerais’ é composta ainda por ‘Filisberto das Âncoras’ e ‘Contos dos Gerais’. As narrativas de Nétto retratam a vivência e os sofrimentos no sertão mineiro, trazendo à tona personagens marcantes, como as mulheres que compõem o bando de ‘As jagunças’. Nétto revela um jeito independente de estruturar seus personagens dentro do romance, assim cada capítulo em ‘As jagunças’ é uma micro novela, alicerçada em biografias femininas que, em outros momentos da trama, se complementam.

Lido por grandes personalidades brasileiras, como o poeta Manoel de Barros, Nétto é jornalista formado pela Universidade de Brasília. Trabalhou na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), onde ocupou o cargo de supervisor de imprensa entre 1979 e 1991. Seu estilo literário, marcado pela fluência textual, livre de vírgulas por exemplo, começou a ser experimentado em 1968 e pode ser conferido em ‘As jagunças’.
Os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura vão ser conhecidos durante o III Festival da Mantiqueira ‘Diálogos com a literatura’, que ocorrerá entre os dias 28 e 30 de maio, na cidade paulista de São Francisco de Xavier. A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo divulgará os dois vencedores no dia 2 de agosto em cerimônia que será organizada no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. No ano passado, o concurso recebeu 217 inscrições e os vencedores foram ‘Galiléia’, de Ronaldo Correia de Brito, melhor livro de 2009, e ‘A parede no escuro’, de Altair Martins, como autor estreante. Em 2008, na 1ª edição, Cristóvão Tezza, com ‘O Filho Eterno’ conquistou o melhor livro de ficção e a estreante Tatiana Salem Levy venceu com ‘A chave de casa’.



terça-feira, 16 de março de 2010

Kuatrin

Alexandre Tarelow




Sobre a obra

Kuatrin é uma obra de ficção, cujo personagem principal foi inspirado na “lenda da cobra grande”. Em uma luta ímpar, este personagem faz de tudo para defender seus ideais e a natureza. É um livro cheio de intrigas e ação, algumas se passam na floresta, outras na cidade. Kuatrin, o personagem que empresta seu nome ao título do livro, trava uma luta de vida ou morte, em que coloca à prova todos os seus dons...


Sovre o Autor

Alexandre Tarelow, 40 anos escritor. Ex-professor da rede estadual de ensino, na área de língua portuguesa, atualmente se dedica exclusivamente à literatura.


Depoimento de Romulo Nétto Sobre o livro

Conheço três tipos de livros. O número um é aquele que jamais ultrapasso o primeiro parágrafo, impossível continuar a leitura. O de número dois é aquele que a leitura é tão absorvente que mal consigo parar para beber um copo de água, alimentar e quase respirar. O terceiro é aquele que leio devagar, economizando na leitura, se possível gastando meses, até anos, não quero nunca acabar a leitura. Estes dois estão na lista dos imprescindíveis.
Em uma manhã o editor Ramon Carlini colocou em minhas mãos o livro Kuatrin. Pensei com meus botões: o que este sacana está pretendendo com isto? Saí da editora levando aquele livro nas mãos e carregando a decisão de tentar devorá-lo o mais depressa possível. Meus botões assinalavam no mínimo uma semana.

Eram onze e quinze quando refestelei sobre três travesseiros e comecei a leitura. Instigante. Tinha em minhas mãos uma obra que teimava em ficar grudada diante meus olhos ávidos por boa leitura. Minutos, horas foram passando (na realidade cinco) e eu quase sem pestanejar, absorto, totalmente envolvido na trama de Kuatrin.

Viajei até as Fincas da Costa Rica, onde vi as grandes esferas, passeei pela Ilha da Páscoa, visitei rapidamente as linhas de Nazca, revisitei Cuzco e Machu Picchu, me refugiei em San Juan de Teotihuacán, Chichen Itza, rememorei as profecias de Chilan Balam, readentrei em Popol Vuh ou As Antigas Histórias do Quiché, livros dos maias da Guatemala. Kuatrin acabou me conduzindo a um passado ao qual certamente pertenci. Instigante. Inigualável. Desconsertadamente fui levado até Eram os Deuses Astronautas, de Erich von Dänniken. O fascínio de Kuatrin domava toda rebeldia que carrego comigo há séculos. Eu precisava acabar de ler o livro, por outro lado a ideia não fascinava. Precisava manter a aura misteriosa que o envolve. Precisava a qualquer custo adiar o final da leitura. A voz interior pedia, porém os olhos ávidos recusavam.

Acredito que a literatura brasileira acabou de ganhar um grande herói juvenil.
Alexandre Tarelow deve assumir o compromisso de continuar a saga de Kuatrin, dando-nos algo tão atraente para nossa juventude quanto Harry Potter o é para a literatura mundial, com a diferença: este é nosso, não é o herói importado, que faz ações mirabolantes. Ele está aí, ao alcance de nossas mãos e olhos. Quem abrir Kuatrin, porcertamente não o largará enquanto não terminar a leitura.

Oxalá dentro em breve Alexandre Tarelow nos brinde com a sequência de Kuatrin. Nós leitores precisamos dessa prosa tão cativante, pois ainda há tempo para sonhar e tentar reconstruir um País que vive constantemente atolado em escândalos.

Romulo Nétto
escritor



FICHA

Autor: Alexandre Tarelow
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2009
ISBN: 978-85-99146-90-3
Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Nº. de páginas: 224
Gênero: Ficção / Aventura
Editoras: Carlini&Caniato Editorial
Preço: 35,00


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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O Fervo da Terra

Deborah Goldemberg





Sobre a obra

A novela da escritora e antropóloga Deborah Goldemberg é uma epopéia dos migrantes gaúchos para os estados do Norte em busca de novas oportunidades e os conflitos que surgiram quando eles se depararam com a “corrida do ouro” nos anos 90, acompanhada da criação de cidades e vilarejos com crescimento desordenado, o que estremeceu o equilíbrio das comunidades rurais e indígenas. Com enredo cheio de tramas que envolvem as relações familiares, a ganância do ganho rápido do dinheiro com o ouro, as paixões, a conquista moral e suas derrotas, o texto ainda tem o cunho ambiental.

O prefácio é do renomado Sociólogo José de Souza Martins, Professor Emérito (2008) e Professor Titular do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), que recentemente lançou um livro com o mesmo tema: “A narrativa de Aké tece a visibilidade da trama de ocultações que enredam a vida de cada um nos liames da tumultuada e violenta ocupação da fronteira.”, diz o professor.

O texto é baseado na linguagem multiétnica e transbrasileira em que Deborah Goldemberg faz o leitor viajar nas relações sociais, nas tentações que levam até os homens mais dedicados irem à bancarrota, miseráveis conquistarem seu espaço social, brancos, negros e índios trocarem seu papel que tanto uma sociedade insiste em manter como tradição.

“Viajei muitos anos pelo Brasil participando de projetos de desenvolvimento junto a comunidades quilombolas, indígenas e até com grandes produtores e fazendeiros. Assim conheci a realidade brasileira, as misturas étnicas, os diversos credos, seus sonhos e seus anseios. Aos poucos, o ímpeto de transformar aquela realidade cedeu a um encanto cada vez maior pelas coisas como elas são e eu soube que tinha que escrever sobre tudo isso...”, conta a autora. Com o Mato Grosso de pano de fundo, Estado que foi amplamente ocupado por gaúchos, os principais personagens do livro são a família de Seu Luis, o índio Aké Panará - que é separado de sua família logo na infância, quando seu povo perde suas terras -, e o negro Messias, líder do garimpo, que invade as terras de Seu Luis e muda o rumo da história de todos na região. Chama a atenção, a voz do narrador, que Prof. Martins caracteriza como, “Eco da sonoridade barroca que ficou por aí na fala cantada do povo sertanejo e nas sutilezas do duplo sentido que a caracteriza e que é o seu conteúdo. O que nela importa é a correção das idéias na dialética dos opostos que lhe dá sentido”. Em sua opinião a formação antropologica e o talento literário da autora que, “a tornaram sensível aprendiz da língua do sertão, aquela fala cheia de rebuscamentos e sonoridades de obra de arte”.

A autora explica: “Percebendo que esta voz estava viva em mim, que eu conseguia mimetizá-la, eu me dei a liberdade de nela escrever. Erra quem pensa que Aké ‘fala errado’. Ele narra num misto de sua língua nativa e um português impregnado de diversas influências. O multilinguismo, na minha opinião, ainda é a principal característica da prosa falada do brasileiro.”



Sobre a autora

Deborah Goldemberg nasceu em São Paulo, em 1975, é antropóloga e escritora. Atuou na área de desenvolvimento local sustentável no Norte e Nordeste do Brasil durante uma década. Estreou com o livro Ressurgência Icamiaba (Selo Demônio Negro, Ed. Annablume, 2009), após publicar diversas crônicas e poemas em coletâneas. Agitadora da literatura transbrasileira e multiétnica, foi curadora do I Sarau das Poéticas Indígenas da Casa das Rosas (2009), é colunista do projeto internacional de blogueiros Global Voices e da revista eletrônica Oca das Letras. Visite o blog: http://fervodaterra.blogspot.com/



FICHA


Autor: Deborah Goldemberg
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2009
ISBN: 978-85-99146-78-1

Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Nº. de páginas: 96
Gênero: Literatura / Ficção
Editoras: Carlini&Caniato Editorial

Preço: 20,00


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